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Construindo MVPs preparados para o futuro sem cair em overengineering

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Quando falamos em MVP, é comum surgir uma falsa dicotomia:
ou o software é rápido e frágil, ou é bem estruturado e lento de construir.

Neste projeto — um microsserviço para gestão de comodatos — optamos por um caminho diferente: entregar um MVP ágil, mas tecnicamente preparado para evoluir, sem antecipar complexidades desnecessárias.

O contexto: Conext e a gestão de comodatos

O Conext foi desenvolvido do zero a partir de uma demanda clara: melhorar a gestão de empréstimos de itens e reduzir problemas de rastreabilidade.

Além da urgência em colocar o sistema em produção, havia um requisito explícito do cliente:
o software precisaria escalar no futuro, seja para múltiplas empresas, múltiplos clubes ou novos fluxos operacionais.

A decisão: MVP moderno com limites bem definidos

Decidimos construir um MVP tecnicamente moderno, mas com limites bem definidos.

Algumas decisões técnicas

Investimos em práticas que não atrasam a entrega, mas garantem sustentabilidade:

  • Separação clara entre front-end e back-end
    Permite evolução independente de cada camada

  • API REST bem definida e documentada com Swagger
    Facilita integração e manutenção futura

  • Arquitetura baseada em containers
    Deploy consistente e escalável desde o início

  • Uso de filas para desacoplamento
    Preparado para processos assíncronos sem travar a aplicação

  • Estrutura preparada para multitenancy futuro
    Modelo de dados pensado para expansão, sem implementá-la prematuramente

Limites conscientes

Ao mesmo tempo, não antecipamos complexidades que não agregariam valor imediato:

  • ❌ Sem microserviços na v1
  • ❌ Sem multitenancy completo
  • ❌ Sem observabilidade complexa
  • ❌ Sem arquitetura event-driven

Esses limites não foram descuido — foram escolhas deliberadas para manter o foco na entrega de valor.

O resultado

Poucas alterações após produção, regras de negócio bem representadas e base sólida para evolução.

O sistema entrou em produção no prazo, atendeu às necessidades imediatas e, quando surgirem novas demandas, terá estrutura técnica para absorvê-las sem rupturas.

Aprendizado central

MVP não precisa ser descartável para ser rápido.

Na Complex Crafty, entendemos MVP como o primeiro passo de um software real, não como código temporário destinado ao descarte.

A diferença está em saber o que construir agora e o que deixar para depois — sem comprometer a evolução futura.

Conclusão

Construir um MVP preparado para o futuro não significa entregar tudo de uma vez.
Significa fazer escolhas técnicas conscientes que equilibram:

  • Velocidade de entrega
  • Qualidade estrutural
  • Capacidade de evolução

Esse equilíbrio é o que permite que um MVP se torne, de fato, a primeira versão de um produto sustentável.